O Triunfo do desapego

 





Faz da Saudade estandarte.

De resistir-lhe uma arte,

e ainda que sangres por dentro.

Arreganha os dentes para o vento,

converte a guinada em sorriso.


Se ela se tornar mais dura,

já não estás em ditadura,

mostra-lhe que a escravatura acabou.

O clarim da vitória soou,

não te vergarás mais ao castigo.


Ainda que condiga contigo essa forma de penar,

deixa a Saudade murchar.

Não a regues. Não a podes.

E quando precisares de abrigo,

deixa o Desapego ganhar.





Comentários

  1. Saudades, Amiga Maria, só as que valem a pena. Vivo de memórias, mas sobretudo andando para o futuro. É lá onde temos que chegar.
    Um abraço

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    1. Verdada, meu querido amigo. Vivemos de memórias com a obrigação de seguir em frente. Recuar, ou desistir, não nos está no sangue. Custe-nos cada passo dado, adiante, haverá sempre alguma coisa por que vale a pena caminhar. Um beijinho e uma boa semana! Tudo de bom para si e todos os seus, meu bom e querido amigo. Obrigada pela companhia!

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