Preticor
Fotografia minha
No meio do cenário febril diário, a retemperante chuva, ainda que breve. Mesmo escassa! Chuva oblíqua, miúda, que espalha no ar, a princípio, o cheiro característico da terra que recebe esta dádiva sobre si, como a pele fervente, já quase empolada, regalada em segundos com este aspergir.
Ah, contentamento!
Quão ansiado é o senti-la, doce o seu "picar" qual beijo de agulha na derme. Guardar-lhe na alma saltitante o frescor, rápido, passageiro, mas tão dilecto.
Ouço que talvez as névoas matinais possam sobrevir, estes dias próximos. Quiçá ao olhar na direcção da Serra possa vê-la de nubente vestida. Uma visão baça, densa e pálida no cume, mal a manhã se espreguiça. Que transparece e dissolve com o correr das horas.
Fresco, não frio, mas já me consola tanto!
Alegra os meus olhos empoeirados, sedentos de nitidez e alívio que o cair das folhas ao sabor do vento, ainda demorado, já prenuncia.
Ah, contentamento por tão pouco!
De um alguém que raramente anseia isto ou aquilo. A quem o frugal sobeja.


Realmente, há de tanta beleza e acontecimentos naturais fabulosos.
ResponderEliminarNo entanto, vivemos num sistema que nada quer com isto.
Aliás, afasta-nos do que é autêntico.
Que bom que hajam pessoas que ainda sabem, precisam, de contemplar as maravilhas que as rodeiam!
Cumprimentos.
Olá, Fox! Concordo plenamente. As pessoas andam afastadas do autêntido e da beleza pura e simples que as rodeia. Obrigada pela visita, uma boa noite e bom resto de semana! Tudo de bom.
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