O pouco com que me basto
Desdonheço o autor da imagem, a quem estarão sempre atribuídos e respeitados os diretitos da mesma
Sei que choveu porque presenciei. Trovejou atrozmente porque numa das vezes temi, qual menina escondida sob os lençóis. Sei que é esta a minha génese. Cinza, vento, chuva, borrasca.
Sei-me desde sempre! Do ainda antes de ser Eu, se der para acreditar a quem não esteve lá, mas seja crente!
Sei que mal a temperatura desce, arrulho como a pomba no ninho. Ronrono e alongo o corpo como gato no seu recanto acolhedor.
Serve-me o que não é para os demais.
O que lhes sobra, importuna e afastam é o meu lugar-feliz.
Sei-me preenchida no silêncio, completa em solidão. Próxima, quanto mais longe possível de, e do que possa tirar-me o nada ou o pouco com que me basto.


Choveu sim, Maria, e eu em Baião apanhado de surpresa. E trovejou e escureceu imenso. Foi um belo intervalo no verão. Gostei e esta semana há mais. A terra agradece. Desejo-lhe uma boa semana com um abraço amigo.
ResponderEliminarMeu bom amigo, foi o que se chama refrescante! Confesso estar um pouco farta de calor. Quando nos apanha de surpresa nem sempre é simpático, chover assim mas a terra rejubila! Animais, plantas, rios, já sequisosos... um abraço meu amigo e uma semana cheia de coisas positivas e boas escritas.
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