VEM DAÍ PARA O BAILARICO!

 


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Tirei do armário o harmónio
e ó meu querido Santo António,
já comprei o manjerico!
Pus o xaile e o avental,
e de arco, com balão,
sem bailar é que não fico,
Ó meu rico S. João.


Sabei que, mesmo cansada, depois da sardinha assada,
uma febra ou caldo-verde, fico revigorada e leve.
E a cantar e a dar ao pé,
ninguém bate ou mete medo.
Vou na marcha por aí...
Quem quiser venha daí,
a dar vivas a S. Pedro!


Há cerveja no barril.
O vinho escorre das pipas.
Cheira a farturas e a canela saltita abundante sobre elas
beija suave o arroz-doce.
E as colchas na janela ainda são tradição,
Como o toque da fanfarra ecoa nas vielas e ruas
quando passa a procissão.


Viram-se no espeto os frangos,
ouvem-se os foguetes no ar.
Os Santos são alegria,
Comer, beber e dançar!


Em Junho, sempre a rigor,
nos cravos há versos de amor,
uma alcachofra na mão,
fogueiras para saltar.






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