Desforar-te

Fotografia minha, Moinho de Maré, Corroios
Não sei se escrevo ou esgravato.
O que farei eu, de facto?
frente à página virginal que inocente olha para mim?
Que nunca me fez nenhum mal.
Podendo escapar,
fica ali... para primeiro a venerar
e a desflorar no fim!
Não sei se é tinta ou é sangue
na frágil tecla que tange!
O meu coração que estremece
sempre que o dedo aflora a letra premida que geme,
ou o papel também cora...
Quando egoísta satisfaço o gosto ao dedo e ao traço
que a página exibe agora.
Não sei para ou por que escrevo!
Se é para espantar o medo que dizem haver na noite
ou o suplício dos dias, em que varrer as manias
e o lixo quotidiano se torna assaz redentor.
Talvez… seja por amor
que faço sempre ao escrever!
Sorvendo em cada parágrafo o odor do ser amado,
buscando nele mais um pouco de oxigénio p'ra viver.

"Não sei se escrevo ou rsgravato" é um início magnifico de um bonito poema, Maria.
ResponderEliminarUm abraço.
Muito obrigada meu bom e querido amigo! Desculpe a demora na resposta, tenho estado um pouco ausente. Obrigada pela sua amizade. Uma boa semana e tudo de bom!
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