Puído quanto baste

 

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Imagem minha: Ferro da minha bisavó materna, que não conheci, mas guardo com afeição.

 

Lembra-me assim, trivial e insignificante como um casaco gasto sem forro, virado já, do interior para fora, querendo simular melhores dias. A bainha alinhavada — o que seria impensável após tantas voltas — e a maior riqueza nos bolsos, onde as minhas mãos pequenas guardam o cheiro das tuas, que neles encontraram conforto um dia.




Comentários

  1. Tão bonito e comovedor, como gostamos de preservar o cheiro e o carinho de quem nos embalou.

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    1. Verdade, meu querido amigo! A não ter meio de os conservarmos para sempre connosco, rodeamo-nos do que nos traz o seu cheiro e carinho para prosseguir caminho. Muito obrigada pelas suas palavras. Um bom domingo e boa semana!

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