Nesta (tenra) Idade
Tudo passa...
E somos sal.
Areia na argamassa
Deste edifício erigido
A que chamamos abrigo
Onde bate um coração.
Tudo passa...
E mais um ano junta-se a outros passados.
Sem noção dos passos andados
Ou de quantas lutas travámos...
Mais cansados caminhamos, depressa...
Seremos pó.
E quando me davam rosas,
Sempre as agradeci com um sorriso,
Preferindo flores silvestres.
E sempre que doía...
Afastava o pó das vestes...
Seguia.
E quando me sentia incapaz,
Enxotava a fragilidade,
Mastigava força em rama.
E de um nada...
Cheguei aqui.
Antes? Tinha tanto tempo, o tempo todo!
Hoje só um bocadinho de dia...
Quando o encontro, assustado, entre as horas agachado...
Olhando de baixo para cima para o tempo que acumulei.
E de um nada... puf!
Terei passado.
Sem que mais me seja dado um beijo p'la minha mãe.

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