Como se remedeia o irremediável?

 

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Enterramos os nossos mortos. Entregamo-los à terra entre lágrimas, reticentes em voltar-lhes as costas e, com um pé à frente do outro, continuarmos o caminho. Proibimo-nos de os referir porque a sociedade não quer saber dos vivos, quanto mais dos mortos.

E se parecermos ausentes, certos dias; se nos custa a engrenar ou queremos espaço, taxam-nos de "esquisitos" ou apõem-nos um selo branco de "loucura".

Trocámos/abandonámos por outro amor, outra vida, alguém que jamais nos trocaria pelo que quer que fosse! Muito tarde acabamos por reparar que, pondo os nossos sentimentos diante de tudo, saímos sem olhar para trás, ferindo quem mais nos amou ou quer bem, sem sequer pensar como seria ao contrário. 

E, afinal, por que vida? Se a vida que nos parece estimulante, a princípio, um conto de fadas perpétuo, entra na rotina infalivelmente.




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