Horas de Desencanto

 


Imagem:Stockcake.com


Deem-me de comer palavras!
A beber copos de tinta.
Algumas folhas em branco.
Ou encherei, entretanto...
As paredes das aldeias com o sangue das minhas veias.
E todas as da cidade com o suor do meu rosto
De prosas e de poesia.
Hinos de extensa alegria.
Noites de fervorosa paixão.


Com horas de desencanto,
Pelo decorrer do tempo,
Neste rumo desvairado
que por alguns está a ser dado,
Ao leme desta nação.
Deem-me consolo e alento,
Que, confesso, não aguento!
Após meio século passado, tanto bolso que se orienta,
Em "nome" da revolução.





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