Destesto-me às vezes, por tantas coisas...
Que raiva!
Escrevo sem mão activa melhor e mais proveitosas letras na espera do sono, ou, com um pé dentro dele, outro fora, do que esta miserabilidade de escrita que consigo desperta, pretendendo esgrimir com vogais e consoantes o que me vai na alma de inquietude ou conforto.
E detesto-me, às vezes, por tantas coisas!...
Não sendo esta apenas uma delas, mas pelas memórias. Sim! Isto, de ter "reminiscências", regredir amiúde ao imporem-se por vontade própria, memórias que já não alteram nada, só se impõem por teimosia, é tão ingrato como ter coração; não só para que bata e nos permita a longevidade, mas porque as emoções pelas quais nos faz passar são, em ocasiões, igualmente tão escusadas!
Ah, que raiva!


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