Batel
Tem chovido copiosamente a interregnos. A temível tempestade anunciada apenas se pronunciou sexta-feira à tarde numa rajada de vento fortuita e rápida que ameaçou as árvores a beijar a base, raspando o nariz na erva não aparada. Uns quantos ferros ou coisa parecida fizeram-se notar, mas logo se remeteram à sua insignificância perante o "terror" que, na verdade, só nos fez rir.
Com ocasionais laivos de sol e abundância de pluviosidade, eu sinto-me peixe fora do seu elemento.
Acontece-me isto sempre que a mudança me atinge mais radical do que a "feroz Ingrid". Com a direcção precisa na frente, na retaguarda e aos lados, uma visibilidade invejável, sou batel perdido em alto-mar. Coelho encandeado no meio da estrada escura. Passar-me-á este estado de confusão! Esta desproteção estúpida. Mas até lá...


Vimemos todos esses momentos de ansiedade perante o desconhecido. Mas depois é o entusiasmo da novidade.
ResponderEliminarMeu bom e querido amigo! Muito obrigada por seguir os meus blogues, fico muito feliz, acredite. Tem toda a razão. Há que dar tempo ao tempo e um dia tudo se torna novamente familiar e o desconhecido passa a normal. No entanto, agora, ainda se anda às apalpadelas e a tentar descobrir ou entender, como fazer disto "casa". Um beijinho, meu amigo! Um bom dia e noite, dentro do possível, que aí por cima dizem que vai estar mau, agasalhe-se, cuide-se e um bom resto de semana com saúde e tudo de bom!
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