Do Silêncio e da Solidão

 

 

 

 


 

 

 

Um dia esqueço-me de como se fala,
já que faço das letras o som da minha voz.
Creio que já me esqueci de como se vive em sociedade,

retirada neste canto que escolhi e que me serve tão bem.
Talvez reaprenda a falar, ou ceda a uma conversa amena, se o assunto for simples.
[Não! Nada de complicado, por favor.]
Ainda recorde como se põe um pé, na frente do outro, para conseguir sair. Conviver...
[talvez! Só... talvez.]
Mas nada prometo!
Pode ser que fuja na primeira curva, mal me cheguem aos ouvidos as vozes atropeladas da multidão.
Fuja... para o meu canto, onde as palavras e eu, mantemos longas conversas sem atropelos.
As luzes não cegam os meus olhos já habituados à luz tranquila do anonimato.

Um dia... 
Que temo ter sido já hoje, ninguém reconhecerá os meus traços. 
Terei já morrido, em vida. 
E, acreditem, que não faz mal.

 

 

 

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