Menina
Deixem-me voltar a ser assim
Porque esta...
Já não sou, Eu
Hoje, não gosto tanto de mim
e num mundo de inveja e de guerras,
vivo mergulhada no breu
Quero resplandecer novamente
como o Sol ao levantar-se...
E brincar, despreocupadamente
tal qual as pedras e os regatos,
a correr e a saltitar,
pelas escarpas e pelos matos
Quero ser como os rouxinóis
Os peixes, a enganar os anzóis
e as estrelas do Mar...
Banhar-me na água salgada
para a areia deixar-me levar
e ficar por lá deitada
Quero deixar nela marcada...
Na praia,
[de lés a lés...]
A planta lisa dos meus pés,
que de planta,
não tem nada.
Deixem-me voltar para trás.
Não crescer,
desiludir.
Não me ferir por amar
Apenas saltar...
E rir.
Deixem-me voltar a ser assim
Uma singela flor de jardim,
que vive despreocupada...
Alheia ao que pensam de si
e sem temer,
ser cortada

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